Por Crítico Imparcial
Comparação Crítica: Reajuste da PBH (2,49%) vs. Reajuste dos Vereadores de BH (28,67%)
A proposta da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) de conceder um reajuste linear de apenas 2,49% aos servidores municipais, com base na inflação acumulada de janeiro a abril de 2025, é insuficiente e desrespeitos quando comparada ao aumento de 28,67% que os vereadores de BH aprovaram para si mesmos em 2023.
1. Desproporção Absurda nos Reajustes
- Servidores (PBH): 2,49% (apenas 4 meses de inflação)
- Vereadores (Câmara Municipal): 28,67% (aumento autoconcedido em um único ano)
Enquanto os servidores recebem um reajuste que mal cobre a inflação parcial do início do ano, os vereadores garantiram um aumento 11 vezes maior em um único ajuste.
2. Falta de Reposição Salarial Histórica
- O reajuste de 2,49% não compensa a perda salarial acumulada nos últimos anos, já que muitos servidores enfrentam anos sem correção integral.
- Enquanto isso, os vereadores não só repuseram perdas, como também aumentaram seus salários muito acima da inflação.
3. Vale-Refeição: Ajuste Mínimo e Sem Melhoria Real
- O vale-refeição terá o mesmo reajuste de 2,49%, sem nenhum aumento real no poder de compra, apenas acompanhando parcialmente a inflação.
- Enquanto isso, os vereadores não têm limites rígidos para seus benefícios, como auxílio-moradia e verbas de gabinete.
4. Data de Pagamento: Sem Garantia de Retroativo
- O reajuste será pago apenas a partir de maio, independentemente de quando for aprovado, sem retroativo para períodos anteriores.
- Quando os vereadores aprovam seus próprios aumentos, não há atrasos: o impacto é imediato e integral.
Conclusão:
Duplo Padrão e Desvalorização dos Servidores
A PBH demonstra prioridades distorcidas ao oferecer um reajuste mísero aos servidores, enquanto a Câmara Municipal autoconcede aumentos exorbitantes. Se há dinheiro para aumentar os salários dos vereadores em 28,67%, por que não há para garantir um reajuste justo e digno aos trabalhadores que sustentam os serviços públicos?
O que falta não é recurso, mas vontade política. Enquanto os servidores recebem migalhas, os políticos garantem seus privilégios. Essa desigualdade escancara o descaso com o funcionalismo público e a falta de respeito com quem realmente mantém a cidade funcionando.


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